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Resenha: A Garota dos Olhos Azuis - Karin Slaughter

02 janeiro 2019



Uma linda garota caminha pela rua quando, de repente...
Julia Carroll sabe que muitas histórias começam assim. Bonita, inteligente, dezenove anos e recém-chegada à faculdade, ela deve tomar cuidado. Mas, mesmo com todo cuidado, ainda está apavorada, porque várias meninas estão desaparecendo.
Uma colega sua, Beatrice Oliver, desapareceu. Assim como uma moradora de rua chamada Mona-Sem-Nome. As duas sumiram no meio da rua, sem deixar vestígios.
Julia não quer ser a próxima... Sua única saída é descobrir as razões por trás desses mistérios.
A Garota dos Olhos Azuis é um emocionante e inesquecível prequel do best-seller da autora Karin Slaughter, Flores Partidas.

Edição: 1| Editora: HarperCollins Brasil | ISBN: B01DC81BRM | Ano: 2016 | Páginas: 123 | Tradutor: Carolina Caires Coelho



Resenha Premiada - Cair Para Voar de Flávio Galindo

19 setembro 2014

Título: Cair para Voar
Subtítulo:
Edição: 1
ISBN: 978-85-67529-073
Editora: Sollo Editorial
Ano: 2013
Páginas: 90
Sinopse:
O tempo sempre foi um paradigma. Ele passa e pronto. Tomamos nossas decisões. Mas e se por um segundo sequer, ele pudesse voltar? Foi com essa questão que Rodrigo se viu parado de frente ao abismo. A vida lhe proporcionara riquezas, mas sua maior ele perdera. Então o tempo lhe deu uma escolha. A escolha de fazer diferente. O que você faria se pudesse reviver sua maior história de amor? O que você faria para mudar? Largaria todas as suas decisões passadas? Conheça a estória de Rodrigo e Jéssica. Um amor que nem mesmo o tempo pode contra.


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Sete Cidades by Legião Urbana on Grooveshark  

Resenha de Pulp - Charlie Bukowski

26 abril 2014


Edição: 1
Editora: L&PM
ISBN: 9788525418630
Ano: 2009
Páginas: 175
Tradutor: Marcos Santarrita
Sinopse: Eis um Bukowski puro-sangue. Legítimo. Concluído alguns meses antes de sua morte, em março de 1994, aos 73 anos.

Não há como sair incólume desta história. A saga de Nick Belane poderia até ser igual a de tantos outros detetives de segunda categoria que perambulam pelas largas ruas de Los Angeles. Mas aqui, mulheres inacreditáveis cruzam pernas compridas e falam aos sussurros, principalmente uma que atende pelo nome de Dona Morte. Como nos velhos livros policiais de papel vagabundo, sub literatura pura, a quem Charles Bukowski dedica solenemente Pulp.

Ele desafia sua história com habilidade de mestre. Um Rebelais percorrendo o mundo noir? A divina sujeira? A maravilhosa sordidez? Um acerto de contas com a arte? Uma homenagem? Uma reflexão sobre o fim da vida? E tomara que a morte estivesse linda, gostosa e sexy – como está nesta história – quando encontrou o velho Buk poucos meses depois de ter posto o ponto final nesta pequena obra-prima.

Minhas opiniões sobre o livro:

Eu particularmente acho Bukowski um autor genial, apesar de ter conhecido as obras dele recentemente me identifico muito com seu estilo literário e muito o aprecio. Um estilo sem papas na língua, meio problemático e altamente marginal. Ele escrevia sobre o que ele vivia, sobre onde ele vivia, antros, bares, cortiços sujos e mal frequentados e seus personagens são os típicos habitantes desses lugares. Garçons, velhos beberrões (como ele o foi), mulheres sensuais e vulgares, prostitutas e também alguns habitantes nem tão típicos assim como Extraterrestres e a dona Morte. Suas características mais marcantes são o humor ácido, as frases de efeito, duplo sentido, os palavrões.

Resenha de A Metamorfose - Franz Kafka

23 abril 2014



Título: A Metamorfose
Edição: 0
Editora: Hedra
ISBN: 9788577151370
Ano: 2009
Páginas: 109
Tradutor: Celso Donizete Cruz
Sinopse: 
A Metamorfose é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. O texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante - o famoso Gregor Samsa - transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana - tudo no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universal.

Minha opinião sobre o livro:


Se fosse pra resumir o livro em uma palavra seria "Perturbador".

Kafka conseguiu nas poucas folhas do seu livro, dar um tapa na cara do leitor com todos os sentimentos que ele consegue despertar. E deixando bem claro que esses sentimentos em nenhum momento são bons.

No inicio do livro você tem a Dúvida. "Porque Gregor virou um inseto?" "Gregor voltará ao normal?" E essas dúvidas persistem até o final do livro. Mais adiante você sente Nojo. Confesso que quase parei de ler o livro, quando esse começou a descrever o inseto gigante, mas então você começa a se aprofundar nos dissabores do personagem e quase esquece que ele de repente, sem explicação se tornou um inseto gigante, pra mim a sensação foi a de que ele era uma pessoa doente que precisava de cuidados e é nessa parte que o livro começa a despertar no leitor a Revolta, a Raiva.

Resenha - A Volta do Parafuso

24 janeiro 2014



Título: A Volta do Parafuso
 Autor: Henry James
 ISBN: 978-85-7715-163-9
 Editora: Hedra
 Ano (edição): 2012
 Páginas: 177

Sinopse: Em uma mansão no interior da Inglaterra, uma governanta é encarregada de cuidar de duas crianças órfãs. Apesar de Miles e Flora se comportarem bem, serem inteligentes e afetuosos, há um desconforto crescente no ar, sobretudo depois que um misterioso e assustador estranho é visto nas redondezas, aparentemente procurando algo - ou alguém. A governanta terá então de lutar por seus pupilos, numa aterrorizante batalha contra o mal - uma batalha cujo desenlace será tanto mais terrível.

Minha opinião sobre o livro:

Demorei um pouco pra fazer essa resenha porque o livro também deu uma volta na minha cabeça. Gostei muito dele, apesar de ser para mim uma leitura um tanto monótona. Digo que é monótona, pois a narradora passa muito tempo descrevendo as coisas ao seu redor, em alguns momentos parece que a narrativa se arrasta. O livro é muito descritivo, não só da aparência do ambiente e os personagens como também na visão da narradora, que por sua vez descreve os personagens "psicologicamente" como ela os imagina.

Porém contrastando com monotonia, da leitura há momentos intensos, que faz com que nós viajemos para dentro da história e criemos nossas próprias teorias sobre o que realmente acontece na trama. Não acho que o livro chegue a ser um terror, pois ele não mostra (descreve) claramente nada aterrorizante, nessa parte ficamos à mercê da nossa imaginação. Nós escolhemos se vamos mergulhar nas paranoias da perceptora ou não, pois não dá para saber ao certo se realmente as crianças são assombradas, ou a se ela enlouqueceu.

Há uma corrente que defende a teoria de que os fantasmas não existam e sejam apenas fruto do delírio da preceptora por causa de uma repressão sexual. Eu particularmente não concordo de maneira alguma com essa colocação. Acho que sim, a preceptora via os fantasmas, mas ao contrário do que ela achava as crianças não os viam. Confesso que alguns momentos eu pensei que aquelas crianças eram perfeitas demais, e que provavelmente elas escondiam algo errado, entrando em boa parte do livro na mesma loucura da perceptora, mas no fim entendi que não, as crianças eram inocentes e que a perceptora acabou enlouquecendo por causa da sua própria teoria onde as crianças eram perversas e dissimuladas e compactuavam com os fantasmas.

Há de fato uma atmosfera romântica no livro. Eu comentei até com a Val que tenho a impressão de que Miles e Douglas são a mesma pessoa e que ele acabou-se por se apaixonar pela preceptora (mesmo que com apenas 10 anos) e ela por ele, mas esse acabou sendo um espécie de amor platônico quase uma devoção, mais ainda assim amor.
 
Uma coisa que não se pode deixar de observar é que o autor criou um enredo cheio de duplicidades, em vários momentos é fácil identificar diálogos com duplo sentido que tanto pode nos levar a crer que todo o ocorrido é fruto da mente doentia da mulher, ou que os demônios são de fato reais.
Ou seja, A volta no parafuso não é o tipo de livro, do qual eu possa vir aqui e lhe entregar a resolução do que realmente aconteceu, ele é uma espécie de "Dom Casmurro" inglês, onde eu apenas posso lhe dar a minha opinião, mas só a sua leitura e a sua imaginação lhe levaram a tomar a sua própria conclusão.
Citei "Dom Casmurro" pois até hoje quem pode garantir com cem por cento de covicção que Capitú traiu? E quem pode do mesmo modo dizer o contrário?

Curiosidades sobre a obra:

  •  No Rotten Tomatoes existem registradas 10 obras baseadas no livro, a primeira em 1974 e a mais atual de 2011. Entre essa obras tem filmes em preto e branco, peças teatrais e musicais.
  •  A música "The Infant Kiss" da cantora Kate Bush é inspirada no livro.
  • O filme "Os Outros" é inspirado no livro.
  • A Capa do primeiro disco da banda "Black Sabbath" representa a primeira aparição da Preceptora anterior na beira do lago.


Quotes

"O que me fez ficar parada ali - e com um choque muito maior do que qualquer visão justificaria - foi a sensação de que a minha fantasia, num piscar de olhos, tornara-se real."

"A senhora não a está vendo, como nós a vemos? Está dizendo que não a vê agora, agora mesmo? Se ela está ali como uma fogueira a arder! Apenas olhe minha boa mulher, olhe!" 

"O que importa agora, meu bem? Que importância poderá ter de agora em diante? Você é meu agora - e desferi à fera -, mas ele o perdeu para sempre!"


Esse livro faz parte do meu desafio literário de 2014 e também é o primeiro dos 62 que eu ganhei da editora Hedra e estou lendo.

Espero que tenham gostado da resenha e beijos ;)