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8 de Março dia Internacional da Mulher - Datas Não Mudam Fatos

08 março 2018




Parabéns Mulher, parabéns por estar viva!
Parabéns Mulher, por não ter entrado pras estatísticas!
Parabéns Mulher, por ainda estar na luta diária!
Parabéns Mulher, por ter engolido o choro!
Parabéns Mulher, por todas as lágrimas não contidas!
Parabéns Mulher, por não desistir!
Parabéns Mulher, por ter coragem de andar na rua!
Parabéns Mulher, por ter seguido em frente, quando tudo te puxa pra trás!
Parabéns Mulher, por ter erguido a cabeça quando tudo te coloca pra baixo!
Parabéns Mulher!
parabéns Mulher!
PARABÉNS MULHER!

Desejo que todas estejamos aqui ano que vem e não nos tornemos vítimas do que é ser mulher, nesse país, onde a cada 11 minutos, uma mulher é estuprada, a cada 5 minutos uma mulher é agredida, onde UMA mulher é morta a cada DUAS horas.

Desejo que ainda tenhamos força pra lutar e que ainda tenhamos direitos para isso. 😢

Nos damos Parabéns, mas não vemos razão para comemorar com o coração sangrando. MORREMOS aos montes todos os dias.
Obrigada Mulheres por existirem e resistirem ♥

Poema: Uma Boca Molhada de Sal

04 dezembro 2017


Ela é uma bela mulher.
E que boca!
Uma boca de suspiros
Suspiros deles ao imaginar
os suspiros dela.

Uma boca de mistério, sussurros
e segredos...
Uma boca que também já provou muito
do sal dos olhos...
Por causa dos que viram e tocaram a boca,
Mas não se deram ao luxo de ouvir o que daquela boca saia.

Escritos: Parem de Romantizar o Desprezo!

24 novembro 2016


Sinto muito lhe informar, mas se ele/ela não demonstra é porque não sente! Pare de achar que é falta de tempo, dinheiro  ou porque sua casa é muito longe. Quem quer vai dar um jeito de te ver, te ligar ou simplesmente te mandar uma mensagem escondido do trabalho. Ninguém e tão ocupado assim, ninguém!
Pare de achar que fulano não demonstra porque tem medo só por conta que já passou por uma experiência ruim no passado, todo mundo já passou por algo difícil é isso não justifica. Antes que tenha a justificativa de que não sabem demonstrar, digo de antemão que me surpreenderia se grande maioria soubesse vivendo no mundo em que temos hoje.  
Quem sente algo por ti vai dar um jeito de demonstrar isso, seja por carta, declarações em publico, sinal de fumaça ou simplesmente arrumando assuntos banais só pra continuar conversando. Vai querer saber do teu dia, dos teus sonhos, medos, a banda que você mais escuta, vai querer conhecer seus amigos e te apresentar aos dela. Se o dia está corrido por conta de todos os afazeres, tem a madrugada pra ligar.
Só pare de querer se convencer que a culpa e dos obstáculos e não da simples falta de interesse e prioridade da outra para contigo, quem quer vai dar um jeito, caso contrario, não romantize o desapego achando que essa falta de demonstração é apenas o jeito “dele (a)” ou qualquer uma das situações que já conversamos, pessoas perdem o interesse com o passar do tempo, não todas obviamente, mas algumas sim, já outras nunca nem o tiveram, mas o melhor é aceitar o simples fato que não existe apego a não ser da sua parte, e que você merece bem mais do que a falta de tempo de alguém.
                     - Duda, A.


Os fios

23 junho 2016












Eu ouvi quando o despertador tocou, mal consegui abrir os olhos. Minha cabeça rodava, tantas coisas impossíveis foram possíveis noite passada, senti um vazio no estomago imaginando que talvez tivesse sonhado com tudo aquilo, foi aí que senti o seu perfume em minha roupa.... Alivio. Não sei exatamente como tudo veio acontecer, mais lembrar de cada pequeno detalhe e sentir o peito aquecer era tão bom, tirando a parte que achava que essa sensação era inexistente para mim ao longo do tempo. Segurei minha blusa perto novamente e senti aquelas borboletas no estomago, meu Deus o que está acontecendo comigo? E lá dentro da minha cabeça alguém falou: “ As pessoas só são complementos para a diversão, elas não se importam com você é você não se importa com elas ’’. Mais eu queria me importar novamente, queria sentir aquela sensação novamente, mais como? Sendo eu o monstro que sou? Como poderia tocar o fio da vida alheia sem parti-lo, exorcizar meus demônios para ver se sobra algo de bom ainda…. E se não houver nenhuma migalha mais do que já fui? Depois que tocamos a escuridão nos tornamos ela. Por mais incrível que tenha sido sentir algo novamente não posso perdera, e para não perder alguém a minha ausência e sempre o melhor remédio.

- Red


Autoria: Amanda Duda

Escritos: Vício

25 fevereiro 2016



Observou Thiago acender o cigarro.
Era um evento que sempre prendia sua atenção.
Era cheio de zelo ao fazê-lo. Posicionava sempre os dedos da mesma forma elegante, quase um deus. Trazia o cigarro à boca e, franzindo o cenho, se demorava longamente a produzir a brasa, tragando um camel como se fosse um raro cubano, quase um ritual solene.
Rita sempre prendia a respiração nesses momentos, pouco por causa do cheiro e bastante porque queria capturar consigo a atmosfera do nobre rito. Gravá-lo em um entalhe na memória.
Os dedos finos e elegantes, como os de um pianista e brancos como cera transformavam o fétido objeto num cetro sagrado. Uma relíquia. Um ícone santo.
Se pudesse, Rita guardaria cada bituca em um relicário, rezando a elas para tornar-se cigarro também. Queria estar entre seus dedos, repousar em sua boca, inebriá-lo de seu cheiro e satisfazer seu desejo.
O cheiro de tabaco, que sempre lhe desagradara, passou a preencher de doçura suas narinas. Para ela este era o cheiro dele, tabaco e perfume caro, e roupas metodicamente limpas, e sabonete muito bom.
Nunca sentira o cheiro DELE, sempre tão asseado, e envolto em uma nuvem de cigarro e Davidoff.
Ansiava pelo momento em que sentiria o cheiro de seu corpo, de seu suor, sua pele branca. O dorso magro desnudo colado ao seu.
Mas temia estar naquela faixa nebulosa onde um homem deixa de perceber sua existência como um ser humano fêmea, e passa a tratá-la como "cara".
Embora, sob efeitos mil de toda sorte de alcoólicos, tivessem se beijado por exatas três ocasiões, e o gosto alcoólico de sua língua deslizando pela dela tivesse um efeito quase lisérgico, ele jamais comentou o fato (nenhum dos três) com a "amiga", e ele nunca se repetia quando sóbrio.
Nestes momentos, os olhos levemente puxados de um mel intenso fitavam o vazio, levemente cobertos pelo cabelo denso e escuro. "Como a própria alma" dizia em tom de deboche, e parecia sempre distante, com exceção de um raro momento de escárnio, onde sorria com o canto da boca, formando covinhas que faziam Rita querer mergulhar nelas.
Mesmo assim, um seguia o outro em cada festa, cada reunião informal, cada rendez vous. Sempre juntos, como se estivessem imantados.
Rita achava que assim se completavam. Os vícios dele alimentavam o seu.







Fim de ano, pessoas loucas e mil desculpas

10 dezembro 2015

Nós não morremos, as três juntas, num acidente horrível de carro.
Nem entramos pra uma seita tecnofóbica, e ficamos sem conexão com o mundo.
Nem desistimos do blog.
Nós só estamos loucas. Bem mais loucas que o normal.
Kris com a faculdade, Renata com os eletrônicos do mal unindo forças contra ela, e eu...
Bem, eu, cada vez mais CLINICAMENTE louca.
Psiquiatricamente e atestadamente louca.
Quer dizer, louca não. Mas que meu último atestado tinha uns três Cid, ah ele tinha.
Tudo isso pra pedir desculpas, porque eu realmente sumi, e não tô escrevendo nada no blog, simplesmente por falta do que dizer, uma vez que a minha mente tá uma bagunça desgraçada.
Mas, conversando com outras pessoas, eu percebi que não sou só eu, tá todo mundo extremamente saturado, e a desculpa é sempre a do fim de ano.
É engraçado como Gregório XIII conseguiu se enfiar nas nossas cabeças de uma forma muito louca.
Chega fim de ano, e eu sempre penso: por que é que nos abala tanto esse tal de fim de ano?
Como é que essa passagem de tempo consegue exercer tamanha influência nas nossas vidas, (Sim, nossas, porque apesar dos meus questionamentos, eu sou altamente influenciada por isso,por mais que não queira, e ache ridículo.) será que se o ano tivesse seis meses estaríamos assim a cada seis meses? Será que se tivéssemos 15 meses dezembro seria um mês como qualquer outro?
Porque essa ilusão de fim da linha é tão forte e onipresente? Como se o fim do ciclo de um ano fosse um impeditivo pra continuarmos com nossos projetos?
Dois mil e quinze foi péssimo, mas "SAIRMOS" dele realmente fará diferença?
As porcarias em curso neste ano não continuarão perpetradas no próximo?
Da mesma forma, as atitudes que tomamos para melhorar também não prosseguirão?
Por que essa eterna necessidade de marcar uma era para que possamos alterar o que ocorre em nossas vidas? Qual é a dessa nossa síndrome da dieta na segunda?
Pra vocês verem, é assim que anda minha cabeça.
E eu já cansei de dois mil e quinze, a despeito das minhas considerações prévias...

Zeitgeist

04 novembro 2015


A Mulher
Não volta pra cozinha

O gay
Não volta pro armário
O negro
Não volta pra senzala
O gordo
Não volta pra dieta
O seio
Não se esconde pra mamada
A umbanda
Não se restringe ao terreiro
Nem o pobre
Às favelas

Machistas
Não passarão
Retrógrados
Não passarão

Enquanto isso
No Congresso
No Senado
Na Câmara
Ratos arcaicos planejam
A próxima distração

Na política
O Zeitgeist
O nobre espírito do tempo
Parado em 1500

Entre o povo
Conservadores
Agarram-se bravamente
Aos últimos pedaços
De seu mundo arcaico
Bradam impropérios

Náufragos de seu mundo
Agarram-se a destroços
E tentam com suas ondas
Derrubar quem passa ao lado

Racismo
Homofobia
Gordofobia
Misoginia

Eu ando tendo
Doismilequinzefobia

Ressaca Necessária.

09 outubro 2015


Olá fiotes!
Saudade docês.
Ando conversando e estudando mais do que lendo, então é com grande pesar que aviso a vocês que a maioria dos meus próximos posts será de escritos, e reflexões da minha pessoa que ninguém quer saber.
É, eu sei, que chato, mas a Kris continua lendo a uma velocidade absurda por segundo, então não chorem.
Estou de ressaca literária. E por mais que a gente brinque sobre ela, a ressaca literária é um mal necessário.
Tenho uma ressaca que já dura seis anos, e hoje no Facebook ela foi reavivada.

Sessão de autógrafos com Pedro Chagas de Freitas e esta que vos fala quase morta!

30 setembro 2015

Olá crianças.
Pra começar esse post está num atraso meraviglioso, mas não tive tempo desde que o evento aconteceu pra conversar com vocês.
Quem acompanha o blog sabe que eu sou uma bagunça total e absoluta, e nesse mês tudo se intensificou.
Pra começar  eu recebo a notícia de que a Novo Conceito queria que eu mediasse a noite de autógrafos com o Pedro Chagas de Freitas, por conta dessa resenha aqui que a tia fez.
Fiquei nervosa? Sim ou com certeza?
Eu não sou fotogênica, nem uma grande fotógrafa (como quem acompanha o blog bem sabe), não tirei nenhuma foto particular, são todas da fotógrafa contratada pela NC, então esse post é bem mais pra dividir com vocês essa experiência fantástica, que só aconteceu graças à tanto acesso de vocês na minha resenha. Fica aqui o link pro álbum da Novo Conceito e as fotos nas quais eu saí (descabelada) e a mais linda de todas: foto do meu autógrafo.



Ah, antes que perguntem: Sim, o Pedro é um amor. Não, eu não tietei porque sou péssima nisso. Sim, ele tem um sotaque mara. Hauhauhauhauhauha.

Que desmazelo! Sério, eu juro que penteei o cabelo, e tava bonita antes de pegar 3 conduções. Hahahuahhuauhahu

Beijos de queijo. Huahauhauhua.

Substituto

02 setembro 2015





















Trabalhe.
Mas não apenas como se o trabalho fosse seu sustento.
Dê o sangue.
Sue a camisa.
Até que o resto da sua vida não faça mais sentido.
E você adoeça.
E se torne inútil no trabalho.
E você será substituído, como uma peça qualquer.

Se te interessa

30 julho 2015


























Se te interessa saber, eu sou o caos.
Se te interessa, o caos não é bonito como nos livros.
Um dia, você chega
Com uma coisa boa pra contar
Ou um buquê de flores
Ou um anel ou um bombom
Ou com uma história pra contar do seu dia
E eu estou no sofá, o olhar úmido e morto
E você  me pergunta o que eu tenho
E eu digo: NADA
Como quem quer dizer que não possui nada
E que nada conquistou ao longo dos anos.
Mas você pensa que fez algo
Ou que eu escondo alguma coisa
E joga as flores
E come o bombom
E devolve o anel
E conta seu dia pra outro alguém
Ou insiste em perguntar:
O que você tem?
E eu digo: Uma vida de merda.
E você se ressente
Pois em um raro momento de alegria
Eu disse que era você a minha vida
E pensa que teve culpa
Que não foi capaz de me fazer feliz
Como se minha felicidade
Pudesse ser construída a partir
Das coisas lindas e tolas que me fez
Saiba, querido
Que por mais que eu o ame
Num esforço hercúleo de sentir
Eu já estava morta
Por dentro
De forma que nada poderia me salvar
Nem mesmo seu bombom
Ou seu anel
Ou suas flores
Ou o seu dia
Ou seu amor.



Escrevi: Penélope ou: O dia dos namorados é amanhã, e eu só queria não acordar.

11 junho 2015

- Te amo tanto. - Escreveu. Mas não podia parar por aí. E se ele não respondesse? E se mudasse de assunto? E se sumisse e nunca mais dissesse nada? - Você ainda me ama? - Continuou. - Mesmo depois de tanto tempo? Mesmo depois de tanta distância?
Seus dedos foram mais rápidos que o arrependimento de ter escrito aquilo, e após o envio, os segundos que se passaram foram séculos. Angustiantes séculos de espera, até que o celular brilhasse, ostentando na tela um sim. Sempre.
Logo, outro alerta do celular.
- Por que essa pergunta? Por que você acha que eu não te amo? - Ele também não poderia parar ali. Tinha medo, ela pensou. E isso era a coisa mais bonita de saber. Medo, como ela de que não fosse recíproco. De que não fosse como antes.
As palavras se formaram sozinhas. Seus olhos, cheios de lágrimas, já não enxergavam as teclas pequeninas do teclado.
- Porque eu ainda te amo tanto, e a cada dia mais, que não parece ser possível que você sinta o mesmo.
Falha no envio. Ainda bem.
- Porque eu preciso saber. Porque enquanto a resposta for sim, eu estarei aqui. Eu te esperarei por mais que não faça sentido. Eu serei Penélope a tecer de dia e desfazer seu trabalho à noite. Eu vou me agarrar ao teu cheiro na minha memória, eu vou escutar o seu choro quando teve que ir. Porque enquanto você responder sim, eu serei tua, como já tinha sido em outras vidas, como já era antes de conhecê-lo. Porque eu sinto que todo o amor que já pensei sentir era eco do seu,em outra vida. Porque eu ainda te sinto do meu lado à noite. Porque eu não saberia responder a alguém o motivo de te amar. Só sei que sinto, e o meu amor é o fruto do seu, e nesse ciclo a gente se amou eternamente. Mais de uma vez, mais de uma vida. E porque se disser não, eu te deixo em paz. Eu te livro da minha presença. Eu te desobrigo. Não precisa mais.
Dessa vez o arrependimento foi mais veloz que os dedos.
Apagou tudo.
- Estou carente. Acho que é por causa das cólicas. Parece que o Godzilla e o King Kong resolveram brigar dentro do meu útero hoje. Desculpe.
A resposta, rápida, trouxe consigo uma lágrima tímida. Quase alegre. Quase doce. Mas ainda triste e amarga.
- Você sempre fica assim. Queria estar aí pra te dar colo e carinho, como antes.

Qualquer semelhança com fatos reais da vida da autora, é coisa da sua imaginação.

Dia da toalha, Orgulho Nerd e Bazingueiros

25 maio 2015

Oláaaa crianças. Essa semana vai ser puxada pra vocês, porque eu vou aparecer MUITO por aqui. Kris tá ocupada e eu vou dar a força que eu puder, não estranhe, não surte, e principalmente:
NÂO ENTRE EM PÂNICO!

Como hoje é o Dia da Toalha, do Orgulho Nerd, seja lá como você chame, resolvi falar um pouquinho sobre o assunto.

O dia 25/05 foi escolhido por ser o dia da estreia do Primeiro filme de Star Wars, em 25 de maio de 1977, segundo muitos. Mas não é tão simples assim. Como tudo o que envolve nerds, muita discussão rola em torno desse dia. Alguns dizem que ele foi inventado por espanhóis em 2006/2007, outros que começou em 1998 com eventos nerd que Tim McEachern organizava em Nova York, muito se fala também sobre ser uma homenagem à morte de Douglas Adams, escritor da série O Guia do Mochileiro da Galáxia (daí a referência da Toalha), mas ele morreu no dia 11/05, então... façam mais sentido, por favor.
Fãs da série Discworld, de Terry Pratchett ainda chamam a data de Glorioso 25 de maio, que entretanto, é menos difundido.

Quase uma resenha: Offline e os famigerados livros de colorir.

08 maio 2015

Daí que eu finalmente estou conseguindo voltar a ler, mas não sem um pequeno "empurrãozinho" do universo.
A digníssima senhora minha mãe, que andava tendo problemas com a GVT, resolveu cancelar o contrato. E foi assim: pá pum, de uma hora pra outra, eu era uma pessoa desconectada e  sem TV.
Ok, vamos lá: sem TV, tudo bem. Sem internet, a gente aguenta, mas eu ia ficar SEM TV NEM INTERNET, sozinha em casa. Sim. Eu, a pequena pessoa com depressão/ síndrome do pânico/ ansiedade/ bipolaridade/ tem mais algum CID psiquiátrico pra me atribuir?
Surtemos  Oremos.
OK. Respira, pega um livro pra ler, vai dar tudo certo, se a NET tiver agenda pro técnico vir aqui ainda essa semana vai ser SUSSA. RELAXA.
RELAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAXAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.
O livro de quase 400 páginas não dura nem o dia todo, liga minha irmã tão maravilhosa (às vezes) dizendo que tem uma surpresa. Eu já sabia o que era.
Eu e minha irmã sempre dividimos Almanacão de Férias da Mônica, e eu já estou na quarta ou quinta caixa de lápis aquarelável (gente, tão dizendo que nem se acha mais deles, tamanha a febre dos livros de pintar), desde que deixei de ser oficialmente criança. Nada mais natural pra nós do que ficar pintando até meia noite num dia sem TV.
Eu morria de curiosidade de ver como eram esses livros, se tinha só desenho mesmo, se o formato de livro não ia atrapalhar na pintura (atrapalha), então resolvi mostrar, a quem interessar possa, como são esses dois, pelo menos.

Aqui vai.

Da falta de vergonha na cara, da ressaca literária e muito mais...

28 abril 2015

É isso mesmo, Brasil? Feriado prolongado aí pra ler o mundo inteiro, e a Amanda não vai resenhar nada?
Sim, é.
Mea culpa, mea maxima culpa.
Na verdade, culpa de Mel e Amêndoas.
E também culpa de um feriado glutão na praia, de uma infecção no dente do siso, de babado, confusão e gritaria que tá rolando na minha vida e simsimsim! Um pouco de falta de vergonha na cara. Huahauhuauhauha.
Eu me envolvi tanto com Mel e Amêndoas que não estou conseguindo entrar em outras leituras. Foram umas quatro ou cinco tentativas, todas miseravelmente falhas.
Acho que perdi meus superpoderes de leitora.
Acho que vou chorar e me enforcar no pé de couve. Acho que quero ler Mel e Amêndoas de novo.
Quero roubar O Poeta da Madrugada da Kris. Quero dormir e só acordar quando minha vida estiver parecendo algo minimamente normal.
Parece que está tudo estagnado na vida, e olha que eu tô fazendo terapia, eft, passe, macumba, dando três pulinhos e o escambau pra tentar sair disso. A única coisa que fluía era a leitura, e agora ela parou também.
Eu não sei se isso é macumba, Lei tríplice,  feitiço, karma ou o quê, minha gente. Mas estejam avisados: eu vou sair disso, e aí ninguém me segura.
Se preparem, porque eu voltarei resenhando até o chão!
 E de preferência rica, sem depressão e com um boymagya do lado. Huahauhauahua





Gritaram-me gorda!

10 abril 2015

Ai, çocorr, me chamaram de gorda! Vou lá comer uma coxinha que passa!
Eu tinha sete anos, sete anos apenas...
Victoria Santa Cruz que me perdoe pela quase heresia.
Mas é que eu resolvi falar sobre minha relação com a balança, e a construção dessa relação é muito parecida com a do poema cantado (de dar arrepios) "Gritaram-me Negra" dessa mulher maravilhosa. Longe de tentar comparar minha vivência com a dela, o título e citações desse texto são apenas uma forma singela de homenagem.
Pois bem, gritaram-me gorda. Não apenas um dia na rua. Em casa, na igreja, na escola, em todo lugar que ia... eu era a gordinha.  Gorda baleia saco de areia.

Dor Crônica/ Crônica da dor

19 março 2015

Sempre gostei de outonos e invernos.
Os dias frios e cinzentos nos permitem sentir o que quer que seja, sem interrupções. Ninguém exige que estejamos felizes, que saiamos de casa, nada precisa ser feito. Está frio, o dia está feio, fiquemos na cama.
Estes eram meus dias preferidos, quando toda dor podia ser sentida, quando não era errado ficar quieta e apenas sentir.
Não que eu goste de sofrer. Mas ter permissão pra sentir suas próprias emoções era algo magicamente recebido, e aproveitado em cada gesto. O chá, o cobertor, o chocolate quente. Tudo sorvido com generosas doses de amargura, de dores que tiveram que esperar o verão acabar para serem vividas.
Hoje sinto o frio chegando em minhas articulações. A vida me presenteou com uma doença crônica que se agrava com o frio, como quem diz: Não é disso que gosta? Então tome!
Pois bem, vida minha. Eu aceito de bom grado o teu presente de grego. Recebo as tuas dores crônicas em meu corpo para se juntarem às minhas que já há muito residem na alma. Sejam bem vindas, e se acomodem naquele canto da sala. Eu sinto cada articulação estalar como um presságio. É um aviso de que chega a hora de sentir, o que quer que seja.
O que não pode ser curado há de ser vivido. Em doses constantes e crônicas.
A vida é a maior das doenças crônicas. E ainda me apego a ela, por um débil fio de idiossincrasia, cada vez mais puído, cada vez mais fino, cada vez mais frágil...


Sombras de Dúvidas - (Até na definição do texto)

06 março 2015

Ela havia acordado, mas ainda jazia entre os lençóis.
Despojos de uma noite tórrida e intensa de um sexo brutal e alucinante.
Onde corpos foram tocados, consumidos, arranhados, revirados e
Desejos despertados, apenas para serem consumados.
Mas, ela agora jazia inerte a fitar o teto que refletia o vazio da sua alma.
Ao seu lado ele ressonava.

Ela o amava?
Será que amava?

Entre eles o sexo era bom,
O toque era bom,
As sensações? Essas eram avassaladoras.
Sem dúvidas na cama eles se completavam,
Todavia era como se fora dela, não mais se pertencessem.
Agora sua mente vagava fitando o teto e assistindo nele o vazio do seu coração.
Ele ainda despertava seu corpo, mas não conseguia mais alcançar sua alma.

Isso bastaria?
Ela não sabia.

E enquanto isso sua mente vagava a cantar docemente uma triste melodia.
E lá fora, refletida na janela a noite se despedia
Cedendo brevemente seu espaço
As primeiras luzes do dia.

(Kris Oliveira)

Da falta de vergonha na cara - Cronicas de um sortudo em Las Vegas (azar no amor,baby!)

11 fevereiro 2015

- Especial (IN)Feliz Dia dos Namorados

Crianças, já deu pra sacar que eu tô mais azeda que tudo, né? Eu espero que vocês entendam que a tia não tenha cabeça para ler agora, mas eu JURO pra vocês que após o (ECA) Carnaval eu tomo vergonha na cara.
Agora eu tô só com meus pensamentos e musiquinhas e minha fossa na cabeça.
MAAAAAASSSSSS como eu amo vocês, resolvi ressuscitar um textinho de fossa que fiz há algum tempo, por ocasião do Dia dos Namorados, quando eu estava nesta mesma situação ridícula.
 SIM, Dia dos Namorados. Porque agora a sofrência está globalizada, e os Forever Alone podem sofrer DUAS vezes ao ano: No nosso dia dos Namorados exclusivo, e no Bacião do Resto do Mundo, o dia de São Valentim (Chaves feelings)- dia 14 agora.
Eu juro, do jeito que eu tô , se eu me deparar com mais alguma coisa de amor dessa gringaiada na minha Timeline, terei um siricotico.
E pra você que tá na merda como eu, aí vai meu textinho com pretensões de Literatura Pop, uma bobeira que eu sonhei e escrevi.
Tia ama ♥


Aquilo que eu não sei dizer...

04 fevereiro 2015

Tudo aquilo que eu não sei dizer eu canto. Tenho uma lista infindável de músicas pra tocarem quando eu já não entendo mais nada.
Eu desafino, mais berro do que canto, mas desabafo.
E parece que um pouco da dor que eu sinto passa a ser compreendida, e então passa a ser curada.
Mas isso demora muitas músicas, e se passam muitos dias de travesseiro molhado até que eu consiga me sentir gente outra vez.
E eu sei que eu tenho uma coluna pra escrever. E eu sei que eu tenho coisas a fazer.
Mas tudo o que eu quero é ouvir. E cantar, do meu jeito esganiçado cada verso das músicas tristes que eu tenho guardadas pra momentos assim. E dessa forma expurgar o amor que eu sinto e transformá-lo em mágoa, que mais tarde vira desprezo e que lentamente se transformará em lembranças que voltarão a ser boas.
E eu poderei me lembrar de você outra vez, com carinho. E do gosto das panquecas que você cozinhava pro nosso café da manhã. E do jeito que o azul dos seus olhos mudava conforme as suas emoções. E sorrir ao pensar nisso.
Hoje eu só consigo chorar ao me lembrar que eles não ficarão mais azuis claro quando me virem.

- Amanda