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Resenha: Dança das Máscaras - Diversos Autores

04 janeiro 2019




Carnaval, entrudo, baile de máscaras.
Teria um simples par de máscaras o poder de mudar tantas vidas, de selar tantos destinos?
Alane Brito, Bruno Godoi, Babi A. Sette, Joana Lancaster, Larissa Siriani e Veridiana Maenaka escrevem contos ambientados no século XIX narrando histórias de personagens que tiveram suas vidas modificadas em um baile de carnaval.



Edição: 1 | Editora: Amazon | ISBN: B079NV2F9P | Ano: 2018 | Páginas: 396




Divulgação: Quando a Escuridão Bate A Porta - Antologia Editora Sinna

07 maio 2018

Oi Pessoal, hoje eu estou passando por aqui para divulgar para vocês o lançamento de uma antologia publicada pela Editora Sinna em que a Débora Mattana uma das parceiras aqui do blog está participando. A Antologia chama-se Quando a Escuridão Bate a Porta e vocês podem conferir a sinopse dela abaixo:


Sinopse: Quando as pedras no caminho impedem a travessia e as sombras da depressão engolem as almas atormentadas, resta apenas o desespero dos inocentes e o verdadeiro filme de terror se inicia.
As feridas abertas causam dores insuportáveis, deixando somente lágrimas e, no fim, a sombra da morte encerra toda a luz interior. Na coletânea de contos “Quando a escuridão bate à porta”, cada escritor expressa bem estes sentimentos com personagens instigantes à espera de alguém para levá-los a um banho de sol.






A Antologia está em Pré-Venda e vocês podem adquiri-la no site da Editora Sinna - Clicando Aqui 

Resenha: Arroz, feijão, crimes e farofa/Ou O Banquete das hienas - Bia Onofre

09 abril 2018


Sexo, desejo, morte, vingança, ciúme, amor. Os contos, nanocontos e o romance escritos por Bia Onofre navegam por temas universais que vêm pautando a literatura de autores clássicos como Shakespeare, Victor Hugo ou García Márquez há séculos. No entanto, com uma palavra afiada e sem medo de cortar na pele de quem lê, a bússola da pena de Bia Onofre aponta para um autor bem mais próximo (no tempo e no espaço) dos brasileiros: Rubem Fonseca.
Ao ler a obra, o leitor será convidado a sentar-se à mesa e degustar um cardápio de personagens comuns e insuspeitos, que carregam toda a complexidade da alma humana, mas que, justamente por isso, não deixam de provocar um gosto indefinível emcada história mastigada, que deixará seus olhos de boca aberta.
Arregace as mangas e... bom apetite!


ISBN: 978855161402
Edição: 1ª 
Ano: 2017
Editora: Giostri


Olár, crianças, eu não morri.
Vou poupá-los dos detalhes do meu hiato, e dizer apenas que esse retorno foi em grande estilo.
Já havia sido apresentada à escrita de Bia com o sensível, mas nem por isso menos angustiante, Restos de Nós. Ali, Bia já mostrava não ter medo algum em causar desconforto e deixar uma marca indelével que nos faz pensar por dias no que foi lido, até que a absorção daquele conteúdo seja completa.
Com "Arroz, feijão, crimes e farofa", entretanto, o impacto é mais brutal.
Não é apenas um desconforto no pé do estômago, mas um chute no meio dele.

Resenha: A Fila - Ana Esterque

25 novembro 2016






Ficha TécnicaEditora: Chiado
Edição:
Ano: 2016
ISBN: 9789895183746
Páginas: 85
Sinopse: O livro A Fila é composto por 10 narrativas, permeadas por temas polêmicos – como incesto e violência contra a mulher. Além disso, as histórias levam o leitor a uma reflexão sobre o vazio e a delicadeza da alma.

Resenha: Terezinha - Josué Souza

09 setembro 2016




Edição: 1
Editora: Hoo Editora
ISBN: 9788569931119
Ano: 2016
Páginas: 144
Compre o seu no site:  Hoo Editora
Sinopse:"Não foram poucos momentos de brincar na minha casinha de bonecos. Sozinho naquele quarto, com meus brinquedos inanimados, usava minha imaginação pra proporcionar a vida: bonecos de fina porcelana.
Quando criança, meus pais não me deixavam brincar muito na rua. Os amigos vinham comigo em casa ou eu brincava sozinho no quarto, repleto de bonecos de porcelana. Eram bonecos tão especiais, feitos de porcelana branca, pareciam brilhar no escuro. Queria poder emprestá-los aos meus amigos, mas quem brincaria comigo com bonecos de porcelana? Minha mãe temia que eu os quebrasse. Tinha mais intimidade com a minha casinha de bonecos do que com gente."

Resenha: Dragões, maçãs e uma pitada de cafuné - Suzana Ventura e Helena Gomes

15 julho 2016




Edição: 1
Editora: Biruta
ISBN: 9788578481698
Ano: 2015
Páginas: 104
Sinopse:O bem e o mal podem causar muita confusão na nossa cabeça. É difícil saber o que é certo e o que é errado, pois algo que é considerado errado hoje pode ser certo amanhã. Viu como é complicado? Dragões, maçãs e uma pitada de cafuné, além de levar você ao universo dos contos de fadas, chega para provocar reflexões sobre assuntos em que você talvez nunca tenha pensado. Com estas leituras, esperamos que as sementes do questionamento sejam plantadas por aí. Seria ótimo se você ajudasse a regá-las.

Resenha: Delta de Vênus - Anaïs Nin

15 fevereiro 2016






Ficha Técnica:Edição: 1
Editora: L&PM
ISBN: 852541395X
Ano: 2005
Páginas: 304
Sinopse: Prostitutas que satisfazem os mais estranhos desejos de seus clientes. Mulheres que se aventuram com desconhecidos para descobrir sua própria sexualidade. Triângulos amorosos e orgias. Modelos e artistas que se envolvem num misto de culto ao sexo e à beleza. Aristocratas excêntricos e homens que enlouquecem as mulheres. Estes são alguns dos personagens que habitam os contos eróticos de Delta de Vênus, de Anaïs Nin. Escritas no início da década de 40 sob a encomenda de um cliente misterioso, estas histórias se passam num mundo europeu-aristocrático decadente, no qual as crenças de alguns personagens são corrompidas por novas experiências sexuais e emocionais. Discípula das descobertas freudianas, Anaïs Nin aplicou nestes textos a delicadeza de estilo que lhe era característica e a pungência sexual que experimentou na sua própria vida. Mais do que contos eróticos, Delta de Vênus oferece ao leitor histórias de libertação e superação. Esta nova tradução de Delta de Vênus traz pela primeira vez ao leitor brasileiro os contos Pierre e Marcel, que haviam sido suprimidos da edição anterior.

Resenha: A Donzela sem Mãos e Outros Contos Populares, Adaptação de Helena Gomes

27 maio 2015









Edição: 1ª
Editora: Escrita Fina
ISBN: 9788563877802
Ano: 2013
Páginas: 112
Sinopse:
Amparadas pela refinada arte do premiado ilustrador Kako, as cinco histórias recontadas de A donzela sem mãos e outros contos populares, novo lançamento da Escrita Fina Edições traz a marca e o talento da autora Helena Gomes. Ora seguindo as versões originais, ora se afastando delas, a autora empenhou sua pena (ou, nos dias de hoje, o teclado do computador) para dar sentido às lacunas deixadas pela tradição oral e pelos folcloristas que as recolheram — sem, contudo, desvalorizar a magia responsável por conquistar gerações e gerações de leitores ao longo dos séculos.Tendo como fontes valiosas os inevitáveis irmãos Grimm, os estudos e a tradição literária de Monteiro Lobato, Câmara Cascudo, Sílvio Romero e Figueiredo Pimentel, e o olhar psicanalítico de Clarissa Pinkola Estés e Bruno Bettelheim sobre os contos de fada, Helena Gomes traz neste título histórias que, em sua esfera fantástica, espelham o mundo real: cada vez mais violento, marcado por relações de aparência, com gente sem escrúpulos para atingir seus objetivos, e situações, por vezes, sem perspectiva de redenção.

Resenha: Vozes do Retrato - Quinze Histórias de Mentiras e Verdades, de Dalton Trevisan

30 abril 2015

Edição: 8ª - 4ª impressão
Editora: Ática
ISBN: 8508037627
Ano: 2002
Páginas: 64

Sinopse: Os quinze contos deste livro- que constituem algumas das obras-primas da arte de escrever de Dalton Trevisan - não foram reunidos por acaso. São histórias que formam um autêntico retrato de crueldades da vida. Personagens comuns - muitos deles João e Maria - vêem-se enredados em situações de conflito, mostrando a face trágica da convivência humana.
Mentiras e verdades participam aqui do mesmo jogo. Pode um filho matar o pai e sentir alívio? Podem os bêbados deitar-se para morrer na terra como os elefantes? Até que ponto pode uma mulher humilhar-se frente a um homem? Nestas páginas, o notável escritor paranaense demonstra ser um retratista implacável dessas e de muitas outras situações. Seus textos mostram a realidade como ela é. Suas frases curtas e objetivas não se desviam do alvo: relatar as tragédias de pessoas comuns, criando pequenos retratos de uma vida cruel. 

Resenha: Histórias Extraordinárias, de Fernando Bonassi

17 dezembro 2014

Edição: 
Editora: Conrad
ISBN: 8576161028
Ano: 2005
Páginas: 136
SinopseUm menino preso por 30 anos em uma foto escolar. A macumba de uma fã apaixonada por Michael Jackson na periferia de São Paulo. A autorreflexão de um homem que se compara a um cachorro. Neste livro, Fernando Bonassi explora toda a sua capacidade criativa para contar junto com o ilustrador Caeto pequenas histórias extraordinárias.


Feliz Halloween atrasado! Resenha: Necrópole, Histórias de vampiros- Alexandre Heredia, Camila Fernandes, Gianpaolo Celli, Giorgio Cappelli, Richard Diegues

03 novembro 2014

Feliz Halloween atrasado, pra quem é de Halloween, claro.
No esquema do babado confusão, gritaria susto e pá, me peguei com um livro Brasileiro MARA...
Mas antes... Vamos entrar na vibe...


Ai que pavooooooooor, ai que horrorrrrrrrr 
Huhauahuahuhauhauhauh

OK, chega de besteira, vamos às apresentações.

Edição: 1ª
Editora: Alaúde
ISBN:  8598497290
Ano:2005
Páginas: 160

SinopseUm livro que reúne cinco talentos da literatura de suspense e terror, cada um deles apresentando uma história com 30 páginas, ambientada em uma metrópole genérica. Os vampiros - criaturas misteriosas e ao mesmo tempo tão difundidas na literatura - são apresentadas pelos autores em tramas bem estruturadas e inusitadamente surpreendentes. Este é o primeiro volume de uma coleção que a editora Alaúde pretende dedicar ao segmento suspense/terror. A coleção sempre trará histórias inéditas com as mais promissoras revelações do gênero em edições temáticas: lobisomens, espíritos, bruxas, seres míticos e outros assuntos relacionados. O principal aspecto deste projeto não é apenas a pontualidade da coleção, mas também a apresentação de novos talentos da literatura brasileira de terror e suspense.

Resenha - A morte de D.J em Paris, de Roberto DrummondDefinição

16 setembro 2014

Edição: 2ª
Editora: Ática
ISBN:  8573024402
Ano:1977
Páginas: 100

Sinopse: Em dez contos, o escritor mineiro revela a delicada fronteira entre realidade e fantasia. O clima urbano e a linguagem direta permitem que o leitor se torne cúmplice destas narrativas curtas sobre o homem contemporâneo e seu mundo fragmentado e paradoxal. Lançado primeiramente em 1975, por suas inovações estilísticas e de linguagem, o livro rendeu ao seu autor o prêmio Jabuti do ano.




Minhas Opiniões sobre o Livro
Bem, depois de me lascar me aventurando em mares desconhecido, volta o cão arrependido ao seu habitat natural: a loucura. Este é mais um daqueles livros que quando a gente vai indicar pra alguém e perguntam sobre o que é, a gente se limita a dizer:
 -Lê aí, que você vai ver.

Mini Resenha: Levanta, princesa, a abóbora virou carruagem de Josy Stoque #MaratonaBrasuca

13 setembro 2014


Levanta, princesa, a abóbora virou carruagem é um conto erótico e bem divertido da Josy.
Nele conhecemos uma personagem em estado de transição, ela é uma mãe, esposa, dona de casa completamente explorada dentro de casa ao ponto de saturar-se com tudo isso, rebelar-se, tomar as rédeas da sua vida e definir-se como sua única prioridade. Partindo então em busca daquilo que sempre quis fazer por si, mas não se dava oportunidade.

A História é pequena e não nos dá muitos detalhes em relação aos personagens, afinal é um conto, e contos devem ser degustados como sorvetes e os bons como esse deixam sempre um gostinho de quero mais...

O Conto é picante, moderno, têm um quê de revolução sexual e é regado com o humor ácido, de uma mulher cansada da vida, que se lança num jogo de sedução buscando fora de casa um pouca da atenção que ela nunca recebeu. É uma história para ler e curtir, não pra fazer juízo de valor.

Não vou falar mais para não vou dar Spoiler!

Recomendo a leitura!
Passem no site da Josy Estoque e saibam mais!


Vou fazer de tudo para terminar de ler o ebook
hoje e amanhã fazer a resenha dele, fechando a
minha meta da #MaratonaBrasuca
Beijos ♥

Resenha - Amaríssimo de Clarice Paes

15 agosto 2014

Edição: 2013
Editora: Ocelote
ISBN: 9788561709075
Ano: 2013
Páginas: 128
Sinopse:
Superlativo, absoluto e sintético: nesta seleção de contos, a experiência de amar alcança grau de exagero, como nos chocolates mais amargos e, ainda assim, tão apreciados por paladares exigentes. Amar ao extremo, amar até sentir o amargo do amor. Mas sem deixar de ser doce. Prove o sabor agridoce de Amaríssimo, livro de estreia de Clarice Paes.




Acaso por Acaso

20 março 2014


  E mais uma vez lá estava ela, cabeça e pernas abertas a mais uma alucinante aventura a que ele lhe propunha. E isso era o que mais chamava atenção nela, não que ela precisasse de mais alguma coisa que chamasse atenção, a união do corpo de musa renascentista, alvo e cheio de voluptuosas curvas à um rosto angelical com olhos de um azul que as vezes eram brilhantes, como um diamante exposto a luz do dia e outras vezes eram profundos como o mar após uma tempestade. Sempre que Arthur tentava compara-la à algo, a primeira coisa que lhe vinha a mente era a imagem de um anjo caído, não sabia muito sobre ela, só o que ela queria que ele soubesse e no inicio isso não o incomodou. Porém da última vez que a encontrou sentiu um sofreguidão machucar lhe o peito por não saber o que aconteceria a sua musa a seguir.

   A primeira vez que se encontraram para ele foi totalmente por acaso, havia brigado com os pais, por algum motivo torpe que no momento nem lhe vinha a memória e então saiu sem rumo. Fumou alguns baseados aqui, cheirou algumas carreiras ali, entornou alguns goles acolá, mas pelo menos foi sensato de deixar as chaves do carro com um amigo próximo e sair curtindo a solidão da noite pela cidade. Era tudo estonteante, ou pelo menos, parecia sob o efeito dos entorpecentes que havia ingerido. Lembrava que em algum momento da noite lembrou da sua Ex, de quem havia separado a alguns dias, após pega-la de quatro no banco de trás de um carro que não era o seu, sendo fodida por um pau que também não era.

CONTO - "A pintura"

11 novembro 2010


Dyego desde a infância carregava seu dom de Artista e junto com ele o drama de ter duas paixõs..
Uma era a Pintura, seu primeiro amor e também o que mais o que mais ocupava espaço e dava prazer a sua vida.
A Outra era Anita. A mulher mais bela que já vira, a primeira e única por quem já se apaixonara e com quem era casado desde os vinte anos.
Ele era um dos melhores pintores da sua geração e conseguia retratar em seus quadros sentimentos e expressões que nenhum outro pintor jamais conseguira, era como se ele conseguisse transportar ao quadro a essência das pessoas e das coisas. E por seu trabalho tão maravilhoso era tão requisitado e não tinha tempo de dar a devida atenção a sua bela esposa.
Anita por sua vez morria de ciúmes da "Amante do marido", mas o amava tanto, que não cobrava nada dele e tentava entender e aceitar que seu amado desse mais ateção a ela do que a sua arte. Só se preocupava quando percebia ele meio frustado e cabisbaixo.
Dyego sabia o pintor maravilhoso que era, mais sabia que podia ser mais. E sua frustação vinha de não encontrar algo tão maravilhoso a ser pintado, algo tão grande quanto seu talento.

Foi então que um dia ao chegar em casa viu anita dormindo e se lembrou do quanto ela era bela, então decidiu que faria dela a sua obra prima. Pintaria Anita e faria dela a maior pintura já vista em todos os tempos. Anita ficou feliz com a ídeia e aceitou dividir o amor do seu marido Pousando para a sua amante. Pois assim ficaria com ele mais tempo.
Mas uma Obra prima não é feita assim tão rápido, passaram-se meses, ambos não saiam de casa, nem recebiam visitas. Dyego estava tão concentrado que até chegara a ficar meio agressivo. O quadro estava quase pronto e a cada dia mais belo, Anita aparentava um profundo abatimento,porém ele nunca reparou. Ele não percebeu que as cores e o brilho que emanavam do quadro haviam sumido da modelo.

Até que a Obra da sua vida ficou pronta.
A tez rosada,os olhos azuis cintilantes, o belo cabelo preto. Tudo estava perfeito. E a imagem emanava algo incompriencivél, Ele poderia vêr a Vida nela. 
Mas ao virar-se para a cama onde Anita Pousava percebeu que a pele rosada de sua esposa agora era pálida, que os olhos azuis não mais brilhavam, estavam fechados e nem seu dooce seio oscilava mais em constante respiração.
A morte havia se apoderado de sua alma.
Assim como o quadro de sua VIDA!

Apenas mais Uma Crônica de Amor...(ou de Dor)

18 abril 2010

No meio da noite um grito ecoa por toda a vizinhança...
Era ela. Lays havia acordado com o som do seu próprio grito avassalador.
Logo ela, que jamais pensava em ninguém, que nunca se entregara a ninguém para não sofrer novamente, passava novamente por tudo aquilo...
O pior é que dessa vez não era ninguém que a fazia mal.
Era ela mesma que se machucava.
Tentava fugir daquilo terminantemente, mas de jeito algum sabia como faze-lo...
E aquela noite, Sonhou...

Relacionamentos Teatrais

13 agosto 2009



10 Minutos finais da peça:
O moçinho entra em cena e encontra A Vilã (Ou a Mocinha? A boba, A Babaca...) o esperando.
-Que bom te vêr, precisamos conversar. -Ele diz
"Medo Dele! Eu já ouvi isso antes." Pensa ela
-Sim, meu bem. O que você quer falar comigo? - Interroga ela
Ele silencia por alguns minutos. E continua...
-É que eu preciso falar com você antes que alguem o faça. (Luz pisca no fundo do palco e começa a tocar a música do filme Pscose) Ontem eu saí com alguns amigos e encontrei por acaso uma antiga "Amiga" .
(Obs. Lembre-se do significado da palavra amiga para os poetas do Romantismo. E o por acaso empregado na frase concerteza é licença poetica!)
-E qual o problema nisso?- Ela sonda- Você sabe que eu não me importo.
-Eu sei mais é q-q-que...- Ele Gagueja- (Atmosfera aterrorizante, música de suspense)
Eu a beijei!
1 Minuto de Silêncio
Ele continua o monólogo...
-Desculpe-me é que nós conversamos e eu fiquei confuso e acabei descobrindo q ainda a amava. Também entre nós. (Ele e a Outra) Já houve tanta coisa boa, foi tanto tempo. Nós haviamos brigado e agora que fizemos as pazes vamos poder viver tudo denovo.
(música triste ao fundo) A boba chora.
Ele dá a cartada final.
- Não fica triste, você é uma pessoa muito especial, mas é que eu já a amava. Você foi a pessoa certa no tempo errado. Vamos ser grandes amigos !?!
(Meu Deus! Quantas vezes eu já ouvi isso??? Filho da puta! Clichê barato!!! "Êpa eu sou uma narradora Observadora, vamos prosseguir então...)
E a boba aceita as desculpas do filho da puta do mocinho e vai embora sem fazer nem um escandalozinho, só para que ninguém diga que ela estava errada e que não soube levar um fora. Sendo que ele é o maior vilão da história...
Quais os papéis dessa história?
Qual garota nunca atuou nessa peça???
Autoria: Kris Wilmont :/

O Corvo - Poe

26 agosto 2008


"Em certo dia, à hora, à hora da meia noite que apavora Eu, caindo de sono e exausto de fadiga, Ao pé de muita lauda antiga, De uma velha doutrina, agora morta, Ia pensando quando ouvi à porta Do meu quarto um soar devagarinho, E disse estas palavras tais: 'É alguém que me bate à porta de mansinho; Há de ser isso e nada mais' Ah, bem me lembro! bem me lembro! Era no Glacial dezembro Cada brasa do lar sobre o chão refletia A sua última agonia Eu, ansioso pelo sol, buscava Sacar daqueles livros que estudava Repouso (em vão!) à dor esmagadora Destas saudades imortais Pela que ora nos céus chamam Lenora E que ninguém chamará mais"

Logo, ele conclui que deva ser alguma "...visita amiga e retardada... há de ser isso e nada mais".

"Minh'alma então sentiu-se forte; Não mais vacilo e desta sorte Falo: 'imploro de vós, - ou senhor ou senhora, Me desculpeis tanta demora Mas como eu, precisando de descanso, Já cochilava, e tão de manso e mansa Batestes, não fui logo, prestemente, Certificar-me que aí estais' Disse; a porta escancaro, acho a noite somente, Somente a noite e nada mais."

Nosso triste homem suspira ao ver a escuridão: "...Só tu, palavra única e dileta,/ Lenora, tu, como um suspiro escasso da minha trite boca sais; / E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço; / Foi isto apenas, nada mais"

Na sexta estrofe, o homem tenta acalmar o coração: "...Devolvamos a paz ao coração medroso, / Obra do vento e nada mais"

A sétima estrofe marca o encontro: "Abro a janela, e de repente, Vejo tumultuosamente Um nobre corvo entrar, digno de antigos dias. Não despendeu em cortesias Um minuto, um instante. Tinha o aspecto De um lord ou uma lady. E pronto e reto, Movendo no ar suas negras alas, Acima voa dos portais, Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas; Trepado fica, e nada mais"

A oitava, junto com a nona, a décima e a décima primeira são minhas preferidas... Aí estão:

"Diante da ave feia e escura, naquela rígida postura, Com o gesto severo, - o triste pensamento Sorriu-me ali por um momento, E eu disse: 'Ó tu das noturnas plagas Vens, embora a cabeça nua tragas, Sem topete, não és ave medrosa, Dize os teus nomes senhorais; Como te chamas tu na grande noite umbrosa?' E o corvo disse:'Nunca mais'.

Vendo que o pássaro entendia A pergunta que eu fazia, Fico atônito, embora a resposta que dera, Dificilmente lha entendera. Na verdade, jamais homem há visto Cousa na terra semelhante a isto: Uma ave negra, friamente posta Num busto acima dos portais, Ouvir uma pergunta e dizer em resposta Que este é seu nome:'Nunca mais'

No entanto, o corvo solitário Não teve outro vocabulário Como se essa palavra escassa que ali disse Toda a sua alma resumisse. Nenhuma outra proferiu, nenhuma, Não chegou a mexer uma só pluma, Até que eu murmurei: 'Perdi outrora Tantos amigos tão leais! Perderei também este em regressando a aurora' E o corvo disse: 'Nunca mais'

Estremeço. A resposta ouvida É tão exata! É tão cabida! 'Certamente, digo eu, essa é toda a ciência Que ele trouxe da convicência De algum mestre infeliz e acabrunhado Que o implacável destino há castigado Tão tenaz , tão sem pausa, nem fadiga, Que dos seus cantos usuais Só lhe ficou, na amarga e última cantiga, Esse estribilho: 'Nunca mais'"

O homem pensa na ave, e no significado de suas palavras: "...Entender o que quis dizer a ave do medo / Grasnando a frase: 'nunca mais'"

O pobre infeliz lembra de sua Lenora ao olhar em volta... a loucura parece atingi-lo suavemente pelos braços da saudade:

"Assim posto, devaneando, Meditando, conjeturando, Não lhe falava mais; mas, se lhe não falava, Sentia o olhar que me abrasava. Conjeturando fui, tranqüilo a gosto, Com a cabeça no macio encosto Onde os raios da lâmpada caíam, Onde as tranças angelicais De outra cabeça outrora ali se desparziam, E agora não se esparzem mais."

"Supus então que o ar, mais denso, Todo se enchia de um incenso, Obra de serafins que, pelo chão roçando Do quarto, estavam meneando Um ligeiro turíbulo invisível; E eu exclamei então: 'Um Deus sensível Manda repouso à dor que te devora Destas saudades imortais. Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora'. E o corvo disse: 'Nunca mais'.

'Profeta ou o que quer que sejas! Ave ou demônio que negrejas! Profeta, sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno Onde reside o mal eterno, Ou simplesmente náufrago escapado Venhas do temporal que te há lançado Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo Tem os seus lares triunfais, Dize-me: existe um bálsamo no mundo?' E o corvo disse: 'Nunca mais'.

'Profeta ou o que quer que sejas! Ave ou demônio que negrejas! Profeta, sempre, escuta, atende, escuta, atende! Por esse céu que além se estende, Pelo Deus que ambos adoramos, fala, Dize a esta alma se é dado inda escutá-la No éden celeste a virgem que ela chora Nestes retiros sepulcrais, Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!' E o corvo disse: 'Nunca mais'.

'Profeta ou o que quer que sejas! Ave ou demônio que negrejas! Cessa, ai, cessa! clamei, levantando-me, cessa! Regressa ao temporal, regressa À tua noite, deixa-me comigo. Vai-te, não fique no meu casto abrigo Pluma que lembre essa mentira tua. Tira-me ao peito essas fatais Garras que abrindo vão a minha dor já crua.' E o corvo disse: 'Nunca mais'
E o corvo aí fica; ei-lo trepado No branco mármore lavrado Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho. Parece, ao ver-lhe o duro cenho, Um demônio sonhando. A luz caída Do lampião sobre a ave aborrecida No chão espraia a triste sombra; e, fora Daquelas linhas funerais Que flutuam no chão, a minha alma que chora Não sai mais, nunca, nunca mais!"

História de Haunted

05 agosto 2008


Uma pequena garota entre 8 e 9 anos em um vestido branco está andando pelas ruas da vizinhança balançando uma bola vermelha. Enquanto ela se aproxima de uma casa obviamente deserta com um aspecto sinistro, sua atenção desvia da bola para a casa. Sem prestar atenção aos seus movimentos, a bola bate no meio-fio e ricocheteia na frente da casa. Conforme ela persegue a bola adquire movimentos não naturais e vai em direção a grande porta frontal. A pequena garota pára por um momento, olha para a casa que agora parece estar encarando-a, e cuidadosamente entra na casa a procura de sua pequena bola vermelha. Conforme ela lentamente entra no átrio, ela observa a bagunça decadente do que um dia foi obviamente uma bela mansão. Ela fica hipnotizada pelo requintado detalhe de cada centímetro do corrimão da aparentemente interminável escada em sua frente.De repente seus pensamentos são interrompidos por uma horripilante confusão. Ela se vira para correr até a porta da frente, mas encontra apenas uma parede vazia onde a porta estava. Assustada ela desce correndo para a primeira entrada que vê, tentando desesperadamente encontrar uma saída, mas a cada virada o mundo atrás dela muda se vontade para a vontade da casa, assim até encontrar um caminho de volta para o atrio que ela estava se torna impossível. Aterrorizada, a pequena garotinha se encolhe em um canto, abaixa sua cabeça em suas mãos e começa a chorar. 10 anos depois... A pequena garota acorda em pânico, agora uma jovem mulher... suja, assustada. Ela está agora vestida com calças pretas, botas de trabalho. Sua pele está pálida e suja. O sol não ilumina sua carne a uma década. Ela acorda para procurar sua refeição, localizada numa bandeja de prata suja atrás dela, somente o suficiente pra manter-se viva, assim como todas as manhãs. Colocada lá por uma figura que ela apenas pode ver de passagem, por um canto, atravessando uma porta... Uma figura que se tornou seu único amigo e seu único ódio. Toda a sua existência se tornou nada mais que perseguir e destruir essa sombra que a mantém ali. Conforme ela o persegue contínuamente dia após dia, ela se perde na dicotomia do seu ser.Essa coisa q a mantém ali, essa pessoa que repedidamente viola sua mente e a observa dormir, se tornou seu único amigo. Se não fosse essa pessoa que restou, que ela deixaria de existir. Ela vive apenas para matá-lo. Mas vive somente GRAÇAS a ele. Todos os dias a casa muda ao seu redor, assim todos os dias ela acorda em um lugar desconhecido. A única coisa constante... é ele. Ela escuta o coração dele batendo, ela sente seu cheiro, ela pode apenas imaginar encontrá-lo, mas ele também é a única coisa que ela sabe do amor.

By Ben Moody